JOÃO CAMARERO - lançamento do CD Vento Brando

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19:00
16/05/2019
Auditório Radamés Gnattali

Por Lucas Nobile: Certa vez, em uma conversa com o grande violonista, compositor e produtor João de Aquino, ele soltou a seguinte frase, que nunca mais me saiu da cabeça: “O Brasil é como uma árvore gigante; se você chacoalhar, não para de cair violonista bom”. Nesta sorte de infindáveis “espécies”, o que dizer desse solo fértil que já nos deu Garoto, Baden, Dino, Meira, Raphael, Dilermando, Pernambuco, Guinga, Turíbio, Rosinha e João Gilberto? Provando mais uma vez de seu poder de renovação inesgotável, aquela mesma árvore nos brindou, de uns anos para cá, com outro fenômeno: João Camarero, que desde seu primeiro disco já não era uma promessa, mas uma bem-vinda e confirmada realidade. Neste seu segundo álbum, Camarero desponta novamente irretocável. Basicamente, por combinar duas valências cruciais. A primeira delas vem para mostrar o intérprete de imensa personalidade que é João Camarero. E ele o faz diante de um repertório nada fácil de encarar, em composições dos gigantes Radamés Gnattali (“Tocata em Ritmo de Samba” e “Choro”) e Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto (“Inspiração” e “Enigma”), de Barrios (“Valsa nº3”), de Canhoto da Paraíba (“Quadradinho”), de Raphael Rabello e Paulo César Pinheiro (“Camará”) e de João Lyra, que engrandece o disco com participação na sua “Makarasu”.É de impressionar a propriedade com que o violonista interpreta esses temas. A segunda virtude de Camarero é a de não se furtar em apresentar suas composições. E elas são ótimas; sejam criadas individualmente, como “O Maestro na farra”, ou sejam elas em parceria, como “Paulistano”, feita com Rafael Mallmith, e “Vento Brando”, com o excepcional Cristovão Bastos. Desde Raphael Rabello (no sete cordas) e Marcus Tardelli (no seis), não havia aparecido ninguém que tocasse combinando tanta pressão e limpidez em absolutamente todas as notas, em todas as frases, em todas as levadas. É como se os grandes mestres do passado tivessem desbravado e aberto clarões em um canavial musical desconhecido. De nada adiantaria um violonista de hoje apenas retrilhar os passos de seus antecessores e ficar perdido, sem saber para onde ir neste “canavial descampado”. João Camarero já encontrou o seu caminho.


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