Água de Moringa 30 anos

Detalhes

19:00
26/09/2019
Auditório Radamés Gnattali
Em 2019 o Água de Moringa celebra 30 anos de carreira. Ao longo do ano o grupo pretende comemorar com o lançamento internacional de seus três trabalhos inéditos: um CD próprio, festejando a data na Casa do Choro, e mais dois álbuns em parceria com Carlos Fuchs e Mariana Baltar, dedicados, respectivamente, às composições para piano solo de Fuchs, adaptadas à formação do sexteto, e à homenagem a Aldir Blanc idealizada e produzida pela ‘crooner’ do conjunto, Mariana. Nesses trabalhos as possibilidades instrumentais foram ampliadas e desdobraram-se, a partir das propostas dos arranjadores da casa - Marcílio Lopes (bandolim, bandocello e bandolim de 10 cordas), Jayme Vignoli (cavaquinho, cavaquinho de 5 cordas, copos), Josimar Carneiro (violões de 7cordas de nylon e de aço) e Luiz Flavio Alcofra (violão de seis, guitarra), acrescido da contribuição do próprio Carlinhos (piano, arranjos, engenharia de som, produção) – e apoiadas ainda nos timbres de Rui Alvim (clarineta, clarone, saxofones alto e soprano) e André Boxexa (bateria e percussão – pandeiro, marimba, vibrafone, bambú, chocalhos, sinos), além da voz de Mariana Baltar (responsável também pela concepção, pesquisa e produção). Enquanto que, no projeto do Aldir, visita a obra de diversos parceiros presentes na obra do letrista – João Bosco, Guinga, Cristóvão Bastos (além de Vignoli, Alcofra e Carneiro)- e, no de Fuchs, funde-se à linguagem pianística em peças inéditas, o Água de Moringa segue também, em sua vertente mais original, apresentando uma vasta seleção de choros, valsas, polcas, maxixes e tudo mais, que marcaram suas apresentações desde o início das atividades, no Instituto Villa-Lobos da UniRio, em 1989, no bairro da Urca, Rio de Janeiro. Além de todo o material que incorporou dos lugares e situações pelos quais passou nessas três décadas de música brasileira. Seja em seu formato tradicional, ou circulando entre a música contemporânea (Roberto Vittorio e Marisa Rezende dedicaram obras ao grupo, devidamente estreadas em Bienais e Panoramas), a concepção camerística e os concertos sinfônicos como solista e com arranjos, rapsódias e adaptações próprias (Pixinguinha, Jobim e Gnattali com a OPES – Mpb&Jazz 2013, com Wagner Tiso e Gal Costa - ou com a OSN-UFF, e a BFRJ - interpretando a Suíte retratos de 2 Radamés Gnattali entre outros números orquestrais), as parcerias sempre estiveram na essência do “Água”. Ora em seus CDs temáticos – “Obrigado Joel”, dedicado às composições do decano do bandolim, Joel Nascimento, participação permanente na história do conjunto; “As inéditas de Pixinguinha”, direto do baú do gênio; “A sedução carioca do poeta brasileiro”, com Moacyr Luz musicando os maiores nomes da poesia brasileira; e no mais recente “Festejo”, álbum totalmente autoral e instrumental do violonista, compositor e amigo Marcelo Menezes -, ora através das participações nos dois primeiros, “Água de Moringa” e o premiado “Saracoteando” (Prêmio Sharp de Música 1999 - melhor grupo instrumental e melhor arranjador para Josimar Carneiro), ou ainda em shows dos mais diversos tipos, o grupo pode se orgulhar de ter tido como convidados, ou de ter dividido o palco com artistas da grandeza de Monarco, Nei Lopes, Rildo Hora, Martinho da Vila, Carlos Malta, Zezé Gonzaga, Olívia Byngton, Aldir Blanc, João Bosco, Wilson Moreira, Walter Alfaiate, Cristovão Bastos, dentre tantas referências. Em mais uma iniciativa para marcar a efeméride, concluímos o registro de um bloco de arranjos que vêm sendo executados nos últimos anos em Festivais, mostras e recitais ao redor do Brasil (Jericoacoara , Festival Villa-Lobos, Ribeirão 3 Preto, Brasília, Espírito Santo, Salvador etc.), América do Sul (Colômbia) e Europa (França – 1998 e 2005 - e Portugal – 1997 ), reverenciando mais uma vez os mestres Guerra-Peixe, Radamés, Tom Jobim e Chico Buarque, Jacob do Bandolim, Nazareth, além das composições de Vignoli, Cristóvão Bastos, Paulo Aragão e Maurício Carrilho. É assim que o Água de Moringa pretende festejar essas bodas de som, desde já procurando garantir levar ao seu público um pouco de cada uma de suas facetas, através do início da programação da agenda de shows para o Rio de Janeiro e alhures, atualizando seu acervo nas plataformas digitais e demais canais da Internet, produzindo mais e mais leituras da música do Brasil de ontem e de hoje, feita por brasileiros, como identidade, criação e resistência, no Brasil de agora e de amanhã.

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